Pedalando por aí

Relatos de pequenas aventuras, pedalando pelos "maus" caminhos de Portugal

Tuesday, October 01, 2002

A nossa travessia, 21, 22 e 23 de Setembro de 2002



Cap. I
A preparação

A ideia inicial era pedalar quatro dias, num percurso circular entre Chamusca e Portalegre. Como eu e o Macedo não o fizemos em Junho, ficou o convite ao restante pessoal para o realizar mais tarde. Quando finalmente nos juntámos para acertar uma data, o Zé sugeriu que se fizesse uma Travessia, partindo algures da fronteira, na zona de Portalegre para chegar ao mar, aqui perto de Leiria. A sugestão pegou e reduzimos a duração da aventura para três dias.
Foi então necessário alugar uma viatura e respectivo condutor que nos deixasse no local de partida e que regressasse de seguida. O Luís tratou do aluguer da carrinha e da marcação do alojamento. O Paulo, que já não pedalava connosco há algum tempo, fez de condutor e eu tratei de delinear o percurso. Todos levámos suporte traseiro com alforges, um pneu sobressalente (para todos), ferramentas, luzes, roupa e calçado para três dias, algumas barras energéticas , etc. Tudo isto dentro de sacos de plástico grossos.
Na Sexta-feira 20/09/02, depois de alguns contratempos, a carrinha lá foi recolhendo os quatro participantes e por volta das 20:00 partimos os cinco para Castelo de Vide. Eu o Macedo, o Zé, o Luís e o Paulo (condutor).
Nos dias anteriores tinha chovido bastante e Leiria estava sem água devido ao corte no abastecimento, motivado pela má qualidade da água do rio Lis. Contudo, a temperatura estava agradável e mesmo a forte probabilidade de chover nos dias seguintes, nada nos demoveu de levar a Travessia por diante.
Chegámos a Castelo de Vide ainda a tempo de comer uma bifana e respectivas imperiais (já partimos de Leiria jantados) e recolhemos à residencial Xinxel, onde pernoitámos.
Na manhã seguinte tomámos o pequeno almoço e sempre debaixo de uma chuva miudinha, o Paulo levou-nos à pequena localidade de Rabaça, que faz fronteira com Espanha. Já com as bicicletas de fora e preparadas para a jornada, ele perguntou pela última vez quem é que queria aproveitar a boleia e regressar a Leiria. É claro que o mandámos todos..................."p'ra casa".

Cap. II
Dia 1 ou a Molha 1

Partimos da fronteira de Rabaça debaixo de chuva e iniciámos a subida que nos faría transpor a serra de S. Mamede. O amigo Vilela de Portalegre, já me tinha dito que havia uma subida longa para fazer, o que não contávamos era com as seguintes. A passagem da serra fez-se num sobe e desce constante e sempre debaixo de chuva miudinha a que o Zé chamava "maresia". Como esta serra tem a mesma orientação da serra d'Aire (o nosso Calhau), fiquei esperançado que depois de atravessada, a poente a chuva parasse. E assim foi. Depois de Alegrete a chuva parou e aqui e ali o sol tentava espreitar por entre nuvens negras e ameaçadoras.
Chegamos a Urra ainda molhados mas um pouco mais animados. A parte montanhosa, se assim se pode chamar, da nossa Travessia estava superada, a chuva tinha parado e no largo onde uns velhotes matavam o tempo num banco de jardim, havia uma placa a indicar "PASTELARIA".
Bom! A placa era maior que a pastelaria mas havia bolos, pastéis de carne e empadas que nos aconchegaram o estômago. Ficámos a saber pelo senhor que nos atendeu, que a Protecção civil estava de alerta, prevendo-se fortes chuvadas e vento forte. Muito animador!
Seguimos então por uma grande recta até à estação de Portalegre. Aqui saímos do asfalto e entrámos na terra. O mapa indicava 19 km até Alter do Chão. Tínhamos algum receio de encontrar lama mas isso não veio a acontecer. Uma parte tinha bastante pedra solta e uma das braçadeiras do suporte do Macedo desapertou-se. Parámos para resolver o problema e aproveitámos para vestir os impermeáveis. Começavam a cair alguns pingos e à nossa frente um negrão ameaçador parecia vir em nossa direcção. Entretanto retomámos o andamento e começámos a ouvir trovões.
De repente estávamos a pedalar no meio de uma chuva grossa, sem nada à vista para nos abrigarmos. A única coisa a fazer era continuar a pedalar. E na frente, o Luís, o Zé e o Macedo bem que pedalavam, eu é que me ía ficando para trás. Os trovões aproximavam-se e os relâmpagos eram mais fortes. Agora é que eu não me abrigava debaixo de nada e confesso que me passou pela cabeça que algum relâmpago poderia cair ali perto. Com tanta água por todo o lado não sei o que poderia acontecer. Consegui recolar aos meus companheiros e finalmente entrámos em Alter do Chão, no preciso momento em que começava a parar de chover. Só aqui demos conta da chuvada que tinha caído. As ruas eram rios autênticos e as pessoas começavam a espreitar pelas portas das lojas e cafés para ver o que se passava.
Só deu para ver que em Alter há um castelo. Nem parámos!
À saída, numa zona em que a estrada estava alagada, ficámos com as bicicletas lavadas. Agora separavam-nos 32 km de Ponte de Sor e assim que a estrada secou, tivemos de parar para tirar os impermeáveis senão abafávamos. Atravessámos a ribeira de Seda por uma ponte antiga, muito bonita e voltámos a parar mais à frente para comer uma barra energética. Começávamos a ficar cansados e impacientes por chegar a Ponte de Sor. Mais uma vez comecei a ficar para trás e uma dor na virilha impedia-me de andar mais depressa. Estava com alguma fome e foi um alívio quando finalmente chegámos ao Hotel Sor.
Depois de instalados e de banho tomado (desta vez de água quente), saimos para passear um pouco pela cidade e comer qualquer coisa antes do jantar. Para uns os tascos eram todos maus e queriam um restaurante onde se comessem pratos típicos. Para outros, o meu caso, a fome era tanta que qualquer espelunca servia para petiscar qualquer coisa e matar a danada da fome que já me enrolava o estômago e turvava as ideias. Discutimos tanto que quase nos separámos uns dos outros.
Encontrado o restaurante ideal para os primeiros (que ainda estava fechado), rumámos a um tasco onde comemos uma óptima sopa de legumes e uma febra assada, cortada aos bocadinhos em molho de manteiga e alho. Tudo regado com cerveja q.b. e acompanhado de pão e azeitonas. Uma delícia! Ficámos logo todos mais calmos e amistosos. Saímos para uma volta pelo parque junto à ribeira de Sor. Um autêntico Parque das Nações à dimensão da cidade. Parque infantil, jardim, piscinas, cais para pequenos barcos e até uma esplanada panorâmica debaixo de uma pala em cimento onde estivemos um bom bocado na cavaqueira a beber umas cervejas. Mal saímos debaixo da pala para ir jantar, a chuva começou a cair forte e tivemos de nos abrigar num toldo de uma loja para não ficarmos encharcados. Ao jantar comemos febras de porco preto, migas (aquilo a que chamamos açorda) e um sortido de doces sem conta. O Restaurante Olivença ficou na memória. Ainda tivemos tempo para festejar o golo do empate da União de Leiria frente ao Benfica, perante uma sala de benfiquistas a olharem-nos de lado, com cara de poucos amigos (no fim o Benfica ganhou 3-1).

Cap. III
A etapa mais bonita ou a Molha 2

Como sempre, eu e o Macedo fomos os primeiros a levantar e a tomar o pequeno almoço. A manhã estava cinzenta e o primeiro contacto com a bicicleta foi um tanto doloroso. Saímos de Ponte de Sor em direcção a Montargil, mas pouco depois de sair da cidade tomámos um estradão em direcção a Amieira, que pensávamos tratar-se de uma aldeia. Mais à frente um senhor foi muito simpático e tentou explicar o caminho a seguir até chegármos à estrada que segue para Foros do Arrão. Parecia que ia ser complicado e ainda por cima, pelas indicações dele, dava a sensação que íamos rodar na direcção de Ponte de Sor, ou seja, voltar para trás. Resolvemos confiar, seguimos as indicações e ficamos a saber o que é uma "barrageca" (pequena represa em terra para reter a água).
Passámos por uma Quinta com cavalos e mais à frente ficámos a saber que Amieira não era uma aldeia mas um monte. Encontrámos o caminho para outro monte, o Monte Velho e finalmente atingimos o alcatrão. Toda esta zona percorrida era muito bonita. Olival, Montado, muitas linhas de água e alguns rebanhos de ovelhas. Os montes é que me pareceram um pouco degradados e lembrei-me que se recuasse cinquenta anos, concerteza tudo estaria mais arranjado e haveria por ali mais gente.
Embora o piso não fosse do melhor, pedalámos forte, sempre plano até Foros do Arrão. Aproximava-se a hora de almoço e era preciso encontrar um local onde se comesse alguma coisa. Qual não foi o espanto do Zé, quando ao entrar no primeiro café que encontrámos e depois de perguntar ao senhor se arranjava algo para comer, este saiu de trás do balcão, veio à porta e indicou-lhe um restaurante. Alguém exclamou que se fosse para trabalhar, o senhor teria aberto o café em Lisboa e não ali. Lá fomos à procura do restaurante e atestámos, mais uma vez, com bifanas e imperial.
À saída, um garoto que andava por ali de bicicleta, acompanhou-nos até à estrada que seguia para Pego da Curva. Fizemos um pouco de alcatrão, que mais à frente deu lugar a um estradão largo, com piso de areão bem compactado pela chuva dos últimos dias e descemos finalmente para um vale largo e pouco profundo onde corria um pequeno regato que iríamos acompanhar até ao Tejo.
Pedalámos entre vedações onde o gado pastava. Vacas, cavalos e até uma manada de touros nos acompanhou durante alguns metros, quebrando o silêncio com os seus cascos a bater no chão. Ali ao vivo são realmente animais imponentes. O Nosso regato juntava-se a outros e pisámos novamente o alcatrão em Pego da Curva. Também pensávamos tratar-se de uma aldeia, mas afinal é o que resta daquilo que me pareceu um bairro de trabalhadores agrícolas. À beira da estrada, abrigada por grandes chaparros, uma escola primária com a porta de entrada encimada por uma pedra com as armas de Portugal . Mais à frente, de um e de outro lado do caminho que seguimos, uma fila de casinhas baixas, com portas de postigo. Ao fundo, aquilo que me pareceu um galinheiro e um pombal. Tudo abandonado!
Até aqui o dia manteve-se solarengo embora com constantes ameaças de algumas nuvens mais negras. Até comentámos que se tivéssemos feito esta travessia sem chuva, as dificuldades com o piso seriam bem piores. É que aqueles estradões por onde rolávamos rápido, no Verão devem ter muita areia solta, com todas as dificuldades que isso acarreta.
Por fim chegámos ao alcatrão novamente e fomos logo presenteados com uma chuvada que nos manteve encharcados durante alguns quilómetros. Não sei por que carga de água, mas os meus companheiros começaram a acelerar e começava a ser-me difícil acompanhá-los. Pedalei algum tempo atrasado pensando que, ou eu estava a ficar fraco, ou mais à frente alguém se iria ressentir.
Reagrupámos na Raposa. Atravessámos a Ribeira de Muge (assim se chamava agora o nosso regato) e virámos à direita por um caminho que nos levaria a Muge. Ali ao lado estava para começar um jogo de futebol, no pelado da terra e nós parámos para tirar os impermeáveis e comer qualquer coisa que levávamos. Acabámos por não os tirar pois o tempo que demorámos a comer umas bolachas e umas barras, foi suficiente para se aproximar um novo negrão. Felizmente que só caíram uns pingos e de novo o sol apareceu. O caminho de terra que seguia pelo limite do vale era um autêntico carrocel. Curvas, lombas, enormes poças de água que era preciso contornar e os meus companheiros novamente a fugirem-me, talvez entusiasmados com o divertimento que o caminho proporcionava. Entretanto comecei a ver à minha frente que o Zé já não se desviava das poças e aí percebi que não era eu que estava mal, mas eles que vinham a exagerar. Abrandámos para um ritmo mais civilizado e já com Muge à vista aproveitámos a presença de dois "indígenas" locais, que andavam por ali de motorizada, para nos tirarem umas fotos com os arrozais como fundo.
Em Muge não parámos. Passámos debaixo da E.N. 118, entre a ponte e um edifício antigo, enorme que penso chamar-se Casa Cadaval. Parecia que a vontade de chegar nos fazia dar com o caminho certo. Nem parávamos para nos orientar e demos logo com a antiga ponte ferroviária D. Amélia, agora adaptada ao tráfego rodoviário, não esquecendo um passeio para peões e outro para ciclistas. Eu e o Macedo tivemos que recolher as bandeirinhas porque a largura da passagem assim o obrigava. Aquilo que parecia ser um dos pontos altos do percurso deste dia, foi afinal um momento de concentração para conseguir caber com a bicicleta e os alforges naquela passagem tão estreita. O Tejo só o vi de esguelha, sempre concentrado, com medo de me desiquilibrar.
Já faltava pouco para chegar ao Cartaxo e como estava a adivinhar nova aceleração, passei eu para a frente e mantive o pelotão "naquela" velocidade. Sete quilómetros depois, ao chegar à velha ponte que atravessa a Vala Real, comecei a ouvir protestos e suspiros de alívio. A vingança estava servida. Ainda mais que logo na estação de Santana-Cartaxo, o Zé estava exausto, parou e eu fiquei com ele. Entrámos no café e saboreando um gelado ainda vimos a brilhante chegada da equipa da Maia na etapa do Angliru.
A única coisa que faltava era subir um pouco até ao Cartaxo. Apanhámos o Macedo e o Luis que nos aguardavam e pedalámos até ao Hotel.
O jantar foi no restaurante do Hotel. Açorda alentejana e bacalhau lascado com batatas a murro. Tudo regado com cerveja para uns (?) e tinto para aqueles que, estando no Cartaxo, não poderiam deixar de provar as "águas" de tão famosas termas. Não fora a açorda em que os alhos não foram escaldados e em vez de coentros trazia salsa, o jantar teria sido cinco estrelas. Mesmo assim não ficou muito longe porque o bacalhau estava muito bom e a "água" Upa! Upa! Depois do jantar os meus companheiros resolveram sair para uma volta a pé enquanto eu subi as escadas até ao primeiro andar e adormeci que nem uma pedra. No outro dia acordei como novo. Benditas Termas!

Cap. III
A etapa Foguete e mais um banho

Arrancámos do Cartaxo para a nossa última etapa. Até Almoster tentámos circular rápido porque havia muitos camiões a circular. Ainda por cima a estrada não era muito larga e tinha muitas curvas. Depois de Almoster, onde parámos para comprar água, fizemos uma subida longa e depois serpenteámos a encosta até encontrar o troço da antiga ferrovia que ligava Rio Maior ao Vale de Santarém. Este foi o único troço desta etapa que fizemos em terra. Em alguns locais atravessámos grandes lamaçais provocados pela chuva e pelos tractores que andaram por ali nas vindimas. Nada que nos atrapalhasse e continuámos satisfeitos pela beleza do percurso. Numa paragem que fizemos, já não sei o motivo, encontrámos um cágado numa poça de água. Nunca tinha visto um cágado no seu habitat, só em aquários. Passámos por algumas plantações de tomate em que quase não se via a terra. O chão estava vermelho de tanto tomate. Mais tarde soubemos que as terras estavam tão encharcadas que as máquinas não conseguiam entrar nos terrenos para fazer a apanha e as colheitas estavam a ficar ameaçadas.
Quando chegámos debaixo da auto-estrada começou a chuviscar. O viaduto proporcionava um bom abrigo que foi aproveitado para parar e comer qualquer coisa. Reparámos que o canal da antiga ferrovia estava fechado por um portão e não era possível avançar. Como a chuva tinha parado recuámos até apanhar a estrada que nos levaria até Rio Maior. Mais um ou dois calafrios provocados pelo tráfego intenso e já estávamos a atravessar a cidade em direcção ás salinas. À nossa frente surgia agora o maciço calcário da Serra dos Candeeiros (o outro Calhau) e havia que subir. Nas salinas comemos uma sopa de peixe e ...Imperial pois claro! Tirámos umas fotos e decidimos que seguiríamos até ao mar. É que quando planeámos a travessia, contávamos seguir daqui até Porto de Mós e depois Leiria, só se nos sentissemos bem é que iríamos até ao mar. Como tínhamos chegado rápido até aqui, sobrava-nos muito tempo para pedalar. Também neste terceiro dia o corpo já se começava a habituar ao esforço e agora tudo era mais fácil.
Lá subimos até ao Alto da Serra, com a sopa de peixe ás voltas no estômago, mas sem grandes dificuldades, passámos pelo Mercado Santana, que àquela hora já estava sem feirantes e em mais meia dúzia de pedaladas chegámos à Benedita. A partir daqui rolámos sempre num ritmo muito forte, com uma vista soberba para a Serra dos Candeeiros. O sobe e desce pouco acentuado e as curvas constantes causavam dificuldades aos automobilistas que nos tentavam ultrapassar e com carros atrás de nós a darem sinais de impaciência, só nos restava acelerar por ali fora. A descida para Alcobaça foi feita a grande velocidade e chegámos à escadaria do Mosteiro como se tivessemos começado à pouco a pedalar. Sentíamo-nos todos bastante frescos e cheios de vontade de atingir o mar rapidamente. Foi só o tempo de tirar umas fotografias e já estávamos novamente a pedalar em direcção à Nazaré. Ainda nos enganámos e fomos ás Termas da Piedade mas pouco depois estávamos a atravessar aquele "mar de legumes" que são os campos do Valado de Frades. Já cheirava a mar. Mais umas curvas e lá estava o Porto de Abrigo e o mar. Pedalámos mesmo até á ponta do molhe norte. Ali na praia estava um dia belíssimo, cheio de sol e temperatura amena. O mar limitava-se a lamber a areia e nós a pensar que neste dia tínhamos escapado aos caprichos do S. Pedro. Se em Rabaça, de onde partimos, a água nos caía em cima, agora era a vez de lhe cairmos nós em cima. E assim tomámos mais um banho, com os calções de alças a fazer lembrar outros tempos e outros banhistas.
Comemos um gelado na praça principal e agora só nos faltava subir até ao parque de campismo e depois rolar em plano até Leiria. Quase no cimo da subida, parámos numa bomba de gasolina para comprar água. A partir daí a vontade de chegar era tal que quase fizemos uma corrida ate Leiria. A estrada tinha bom piso, berma larga e praticamente sem desníveis. Os quase trinta quilómetros que separam a Nazaré de Leiria fizeram-se em uma hora. A travessia estava cumprida e eu ainda tive de subir mais seis quilómetros até casa. Para o ano tem de haver mais.

Números/Curiosidades

Distâncias percorridas
Dia 1 - 92 km entre Rabaça (Portalegre) e Ponte de Sor
Dia 2 - 98 km entre Ponte de Sor e Cartaxo
Dia 3 - 100 km entre Cartaxo e Leiria (por Nazaré)
TOTAL - 300 km
Máquinas (todas rígidas, com pneus gordos semislick)
Univega Alpina 550
Univega Alpina 580
Specialized Stupjumper (sem suspensão)
Specialized RockHopper A1 Fs

Avarias

Suporte traseiro desapertado (rapidamente resolvido)
Fotografias tiradas em andamento, para trás (se tivermos em conta que o artista não caiu e que as fotografias ficaram bem enquadradas, podemos considerar isso uma avaria)

5 Comments:

Blogger R2K said...

: )

3:07 PM  
Anonymous Anonymous said...

Olá Pedro. Escreves como pedalas. :). Fico à espera de mais.

Abraço
João Noiva Gonçalves

2:45 PM  
Anonymous Anonymous said...

é tudo verdade, verdadinha, que eu tava lá e vi tudo. e aquela da avaria das fotos, fui eu o artista. um dia destes vamos lá outra vez....
um abraço.

1:11 AM  
Anonymous Mario Silva said...

Boas Pedro,

Nem li tudo mas dou-te já os parabens! Ganda Maluko!!!!!
Fuia a Fátima esta semana e lembrei-me dos velhos tempos, dos 60kms do Brites...

Vêmo-nos por aí!

Abraços

Mario Silva

2:44 PM  
Blogger Santarém said...

Olá estive a pesquisar na NET pelo nome da minha propriedade Pego da Curva e encontrei o interessantíssimo relato feito por si sobre o estado da edificação, agradando-me também as espectaculares descrições que faz das suas viagens (também gosto muito do nosso país e da sua paisagem).
Tenho a informá-lo do seguinte, sobre a história daquele sítio, o Pego da Curva pertenceu ao Termo de Santarém e à Coroa e há registos documentais do “aluguer” do local desde o século XV.
Mais tarde, no século XVII, foi edificado aquele conjunto que ainda lá está. No século XIX, em consequência da extinção das ordens religiosas e da Coroa foi adquirido pelo Barão de Almeirim Anselmo Braamcamp Freire. No século XX, toda aquela estrutura agrícola sofreu a estagnação derivado ao 25 de Abril, a família não investiu e preparou-se mais para fugir do país. Em finais do século XX, foi partilhado pela minha mãe e tios, o panorama na década de 80 era o seguinte: as estradas de acesso da Parreira/Chouto ao Pego da Curva eram caminhos de pé posto (em terra claro), energia eléctrica só foi introduzida nas propriedades vizinhas pela Câmara Municipal de Chamusca e por serem UCPs (as célebres cooperativas pertencentes a …PC), casas de banho(eram atrás de um chaparro). Possuía também casa da GNR, que foi desactivado – segurança? (não há gasolina para as viaturas, não há efectivos, não há… ouvi isto e muito mais da GNR e tenho muitos escritos após de mais de 20 assaltos!) Resultado, na década de 80 despovoou-se muito e na década de 90 despovoou-se totalmente (agora temos um casal de Ucranianos).
Felizmente, a minha mãe ficou com um conjunto edificado na margem Sul da Ribeira de Muge – denominado Vale do Porco(também pertencente à propriedade), e ainda mais isolado. Desde finais de 90 eu e os meus irmãos estamos a tentar reconverter e modernizar a exploração de um modo sustentável. Ao edificado herdado, para alem de apoio à actividade agro-pecuária estamos a preparar uma unidade de turismo em espaço rural – Casas de Campo. Colocámos, energia eléctrica (5km de linhas de alta tensão+3PT), telefone (+5km, acessos (construção de uma ponte), casas de banho e respectivas infra-estruturas de tratamentos, rede de água ….etc, etc (pode crer que já houve muito muito investimento e esforço pessoal)
Sobre esse edificado que descreveu (ou parte dela) foi por minha iniciativa adquirido a uma tia, com o objectivo de ampliar a actividade turístico cultural, pretendo fazer um centro de interpretação rural – museu da propriedade, pretendendo ainda instalar caminhos pedonais federados.
Dá trabalho, convido-o a vir ver o nosso trabalho, e gostava de contactar consigo.
Cumprimentos
Parabéns e força
José Vasco de Seixas Jorge de Pina Serrano

7:22 AM  

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